Defesa diz que Filipe Martins cumpriu cautelares e chama prisão de vingança
Jeffrey Chiquini, advogado de defesa de Filipe Martins, criticou nesta sexta-feira (2) a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), de mandar prender o ex-assessor de Jair Bolsonaro (PL) por descumprir medida cautelar ao usar rede social.
O advogado afirmou que Martins estava cumprindo as medidas cautelares “de maneira exemplar” e que nunca havia recebido nenhuma advertência.
“Nem vou chamar isso de prisão preventiva, porque prisão preventiva precisa ter motivo. Essa é mais uma prisão sem motivo”, acrescentou Chiquini em vídeo divulgado em redes sociais.
Em prisão domiciliar em Ponta Grossa, no Paraná, Martins foi condenado por participar do plano de golpe de Estado para manter o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no poder. Durante o governo Bolsonaro, Martins foi assessor para Assuntos Internacionais da Presidência.
“Hoje, o STF coloca em prática aquilo que já queriam desde 2019, quando Filipe Martins foi selecionado como o líder do gabinete do ódio. Hoje, Alexandre de Moraes coloca em prática aquilo que desde sempre ele queria: prender Filipe Martins”, destacou Chiquini.
Martins teria participado da elaboração da chamada “minuta do golpe” e integrado o “Gabinete do Ódio”, nome dado ao grupo de comunicação que funcionava dentro do Palácio do Planalto, durante a gestão Bolsonaro, para espalhar notícias falsas e atacar adversários do ex-presidente.
Para o advogado, a decisão de Moraes se trata de uma “medida de vingança” para antecipar o cumprimento da pena pela condenação. O ex-assessor foi condenado em dezembro de 2025 e ainda está no prazo para que a defesa apresente recursos.
Chiquini disse ainda que se reunirá com o restante da equipe que defende Martins na Suprema Corte para definir como proceder. Uma das alternativas citadas pelo advogado seria recorrer a Moraes.
Prisão de Filipe Martins
A PF (Polícia Federal) prendeu preventivamente Filipe Martins na manhã desta sexta. A prisão foi autorizada por Alexandre de Moraes.
O ex-assessor de Bolsonaro teria utilizado o seu perfil no LinkedIn, rede social focada em negócios e vagas de emprego.
Na terça-feira (30), Moraes determinou que a defesa de Martins explicasse, no prazo de 24 horas, por que o réu teria utilizado a rede social. Nos autos do processo, há um documento sobre uma notícia de que o condenado teria utilizado o LinkedIn para a busca de perfis de terceiros.
No entanto, a defesa negou que Martins tenha acesso à rede social. Disse ainda que os perfis do ex-assessor estão sob gestão exclusiva dos próprios advogados.
Na decisão de hoje, Moraes considerou que houve, sim, descumprimento da medida cautelar imposta, uma vez que a própria defesa reconheceu a utilização da rede social.
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