Confinamento próprio ou terceirizado: o que escolher para a pecuária?

Pecuaristas enfrentam uma decisão crucial: optar por um confinamento próprio ou terceirizado. Essa escolha impacta diretamente a rentabilidade da pecuária intensiva e envolve diversos fatores, além do espaço físico para os animais.
O zootecnista Maurício Scoton, professor da Universidade do Agro de Uberaba (Uniube), discutiu esse tema no quadro “Dicas do Scoton” do programa Giro do Boi. Ele destacou três pontos principais que os pecuaristas devem considerar na hora de decidir.
Confira:
Investimento e custos
O primeiro ponto a ser avaliado é o investimento em estrutura. A montagem de um confinamento completo vai além de cercados e coxos, incluindo custos que variam de R$ 4.000 a R$ 8.000 por animal instalado. O tempo de retorno desse investimento (payback) depende da quantidade de giros de animais que o produtor consegue realizar por ano.
Por essa razão, muitos confinamentos funcionam tanto na seca quanto nas águas para diluir os custos fixos. A operacionalidade do sistema é outro diferencial significativo; Scoton afirma que, em condições semelhantes, um confinamento com melhor operacionalidade pode proporcionar um ganho de peso diário de 150 a 200 gramas a mais.
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Equipe e dieta
Para alcançar o sucesso, é essencial formar uma equipe eficiente, um processo que leva cerca de dois anos de treinamento. Além disso, a dieta é o principal componente do custo no confinamento, e a capacidade de compra de ingredientes impacta diretamente os resultados.
Scoton sugere que, para garantir maior eficiência, é necessário trabalhar com uma variedade de ingredientes, como dois proteicos e três energéticos, a fim de criar um “efeito associativo” nutricional que melhore o desempenho e reduza o custo da dieta. No entanto, um confinamento menor pode ter custos diários semelhantes aos de um boitel, mas com resultados inferiores devido à menor eficiência operacional.
O especialista sugere que o tamanho mínimo ideal para construir um confinamento próprio e ter lucratividade é de cerca de 2.500 animais. Para quem engorda até 100 bois por ano, a opção mais vantajosa é, sem dúvida, um boitel.
Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.
Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.
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