Decisão chinesa sinaliza que arroba do boi terá preços mais tímidos em 2026

O mercado físico do boi gordo apresentou preços de estáveis a mais altos ao longo da semana nas principais praças de comercialização do Brasil. Contudo, esse cenário tende a não perdurar ao longo do ano.
De acordo com o analista de Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, os frigoríficos de menor porte atuaram de maneira mais contundente na compra de gado, em função das escalas de abate mais apertadas, o que contribuiu para a alta de preços em algumas regiões.
“O mercado ainda tenta se ajustar após a definição de tarifas e cotas por parte da China, que limitou as exportações do Brasil neste ano em 1,1 milhão de toneladas, com tarifas excedentes acima desse volume”, detalha.
Segundo Iglesias, por conta da decisão chinesa, alguns frigoríficos já sinalizam que pode haver uma redução na capacidade de abate das plantas.
“Essa iniciativa da China vai acabar trazendo uma perspectiva mais baixista para a arroba do boi gordo, então fica mais difícil conseguir enxergar altas mais consistentes. É provável que o mercado fique mais pressionado em função do comportamento dos preços da indústria, que vai aumentar a capacidade ociosa, reduzindo abate”, conta.
De acordo com o analista, esse redirecionamento de estratégia dos frigoríficos pode perdurar durante todo o ano, visto que o ritmo de compras do gigante asiático será diferente do observado nos últimos anos.
Preços médios do boi gordo na semana
Os valores da arroba do boi gordo, na modalidade a prazo, estavam assim no dia 8 de janeiro:
- São Paulo (Capital): R$ 323, alta de 0,94% em relação aos R$ 320 praticados no final da última semana;
- Goiás (Goiânia): R$ 315, aumento de 0,64% frente aos R$ 313 registrados no encerramento da semana passada;
- Minas Gerais (Uberaba): R$ 315, inalterado frente ao valor praticado no fechamento da última semana;
- Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 315, sem alterações frente ao preço registrado no final da semana passada;
- Mato Grosso (Cuiabá): R$ 300, sem mudanças ante a semana passada;
- Rondônia (Vilhena): R$ 280, similar ao preço registrado na última semana.
Mercado atacadista
Iglesias comenta que o mercado atacadista se deparou com preços acomodados. De acordo com ele, após o período de festividades, o que se aguarda é a retração dos cortes de maior valor agregado, ou seja, do traseiro bovino.
- Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!
“O perfil de consumo prioriza produtos mais acessíveis, a exemplo dos cortes do dianteiro bovino, carne de frango, ovos e embutidos em geral”, avalia.
- Quarto traseiro: cotado a R$ 25,40 o quilo, inalterado ante a semana passada
- Quarto dianteiro: vendido por R$ 17,85 o quilo, também sem alterações
Exportações de carne bovina

Com recordes sucessivos mês a mês, 2025 entra para a história como o ano de registros de maiores números nas exportações de carne bovina pelo Brasil.
Segundo os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), foram, ao todo, 3,50 milhões de toneladas, incremento de 20,9% em relação a 2024.
O volume exportado movimentou US$ 18,03 bilhões, cerca de 40,1% a mais do que o faturado no ano anterior.
A carne bovina in natura respondeu pela maior parte dos embarques, com 3,09 milhões de toneladas, crescimento de 21,4% na comparação anual, e receita de US$ 16,61 bilhões.
Somadas todas as categorias: in natura, industrializadas, miúdos, tripas, gorduras e salgadas, os embarques brasileiros alcançaram mais de 170 países, ampliando a presença internacional do setor e diversificando destinos.
*Com informações de Safras News
O post Decisão chinesa sinaliza que arroba do boi terá preços mais tímidos em 2026 apareceu primeiro em Canal Rural.
Conteúdo importado automaticamente pelo HOST Portal News
🔔 Clique no link, entre em nossa comunidade no WhatsApp do Guia Lacerda e receba notícias em tempo real!
