Leite de búfala e cortes especiais ganham espaço nos supermercados

A bubalinocultura brasileira segue em expansão e começa a conquistar mais espaço nas prateleiras dos supermercados. O avanço do consumo de leite de búfala e de cortes especiais da carne anima criadores, que projetam ampliar a participação no mercado ao longo de 2026.
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Na última década, o rebanho bubalino cresceu cerca de 20%, impulsionando tanto a produção de carne quanto de leite. Somente em 2024, os laticínios brasileiros processaram mais de 20 milhões de litros de leite de búfala, resultado do avanço da industrialização e da diversificação de produtos, com destaque para as regiões Sul e Sudeste.
“O ano de 2025 tem um balanço positivo no cenário nacional em que o rebanho está em crescimento e a gente consegue enxergar tanto no cenário da carne quanto do leite, um avanço no consumo e um conhecimento mais amplo dos consumidores sobre os produtos”, destaca o presidente da Associação Brasileira de Criadores de Búfalos, Simon Riess.
Selo de pureza
Outro marco importante foi a consolidação do selo de pureza 100% leite de búfala, a certificação garante ao consumidor a autenticidade do produto e reforça seus benefícios nutricionais, como a presença natural da proteína A2.
Simon Riess explica que, diferentemente do leite bovino convencional, o leite de búfala possui, de forma natural, apenas a proteína A2, o que reduz o risco de desconfortos para pessoas sensíveis à proteína A1.
Carne de búfala
Além do leite, a carne de búfala também avança no mercado nacional, o consumo vem crescendo, impulsionado pela valorização nutricional da proteína e pela ampliação da oferta de cortes especiais. Regiões como o Sul do país já apresentam tradição no consumo e na produção de cortes nobres, tendência que deve se fortalecer nos próximos anos.
O interesse de novos frigoríficos, a entrada de grandes empresas e o lançamento de produtos diferenciados indicam que a bubalinocultura deve seguir crescendo em 2026, com expectativa de mais organização da cadeia e ganho de escala em todo o país.
“Para 2026 vemos essa ampliação, tanto mercado como em novos frigoríficos interessados na carne de búfala. É um cenário de muita prosperidade”, destaca Simon Riess.
Outros mercados
O presidente da associação lembra que, além dos alimentos, novos mercados também começam a surgir. Produtos cosméticos feitos a partir do leite de búfala ganham destaque, como iniciativas desenvolvidas no interior de Minas Gerais e na Bahia, ampliando ainda mais o potencial econômico da atividade no país.
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