China fixa meta de crescimento entre 4,5% e 5% para 2026 e reforça aposta em tecnologia

A China estabeleceu uma meta de crescimento econômico entre 4,5% e 5% para 2026, levemente abaixo do objetivo de cerca de 5% definido para o ano anterior. O anúncio foi feito durante a reunião anual do Parlamento em Pequim, conhecida como “Duas Sessões”, um dos eventos políticos mais importantes do país.
Além da meta de expansão do produto interno bruto (PIB), o governo chinês prometeu estimular o consumo das famílias, embora sem detalhar medidas amplas de incentivo. A ausência de anúncios mais robustos frustrou parte dos analistas que esperavam reformas voltadas ao fortalecimento da demanda interna.
Segundo especialistas, a economia chinesa continua fortemente dependente de investimentos e produção industrial, modelo que tem gerado excesso de capacidade produtiva, pressões deflacionárias e tensões comerciais com outros países.
Tecnologia no centro da estratégia
A estratégia econômica apresentada pelo governo coloca a inovação tecnológica como eixo central da próxima fase de desenvolvimento.
O plano prevê investimentos em setores considerados estratégicos, entre eles:
- inteligência artificial
- biomedicina
- computação em larga escala
- tecnologia quântica
- robótica humanoide
Além disso, Pequim pretende ampliar o uso de inteligência artificial nas cadeias produtivas e acelerar a expansão da infraestrutura tecnológica no país.
De acordo com analistas, o foco nesses setores busca garantir vantagem competitiva global e reduzir a dependência tecnológica externa.
Rivalidade com os EUA
No plano quinquenal apresentado, o governo chinês reforça a intenção de acelerar avanços científicos e ampliar o uso de inteligência artificial em toda a economia industrial.
A estratégia ocorre em meio à crescente rivalidade tecnológica entre China e Estados Unidos.
O documento também destaca que a liderança tecnológica passou a ser tratada como objetivo estratégico de segurança nacional. A aposta é que a inovação, e não o consumo doméstico, seja o principal motor da próxima etapa de crescimento econômico.
Pressões internas e cenário externo
O plano reflete a estratégia do presidente Xi Jinping de desenvolver as chamadas “novas forças produtivas”, conceito que busca modernizar a economia e evitar a chamada armadilha da renda média.
Entre os objetivos estão:
- compensar o declínio demográfico do país
- reduzir a dependência de tecnologias estrangeiras
- enfrentar restrições de exportação impostas pelos Estados Unidos
O primeiro-ministro Li Qiang afirmou que a China conseguiu resistir às tarifas impostas durante o governo de Donald Trump, mas reconheceu que o país ainda enfrenta desafios internos relevantes.
Entre eles estão a fraqueza da demanda doméstica, a crise no setor imobiliário e o alto nível de endividamento dos governos locais.
Analistas também apontam riscos externos. O plano econômico foi elaborado antes da recente escalada militar envolvendo o Irã, situação que pode afetar o comércio chinês caso haja impacto no tráfego pelo Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de energia.
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