Escalada da guerra no Oriente Médio aproxima petróleo de US$ 100 por barril

Escalada da guerra no Oriente Médio aproxima petróleo de US$ 100 por barril
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Imagem gerada por IA para o Canal Rural

Os preços dos contratos futuros do petróleo operam em forte alta na manhã desta quinta-feira (12), impulsionados pela escalada do conflito no Oriente Médio e por novos ataques a embarcações no Golfo Pérsico.

A cotação do Brent voltou a se aproximar da marca de US$ 100 por barril, movimento que também pressiona os mercados globais e contribui para a queda das bolsas nesta sessão.

Na tentativa de reduzir a tensão no mercado, a Agência Internacional de Energia (AIE) anunciou na quarta-feira (11) a liberação de 400 milhões de barris de petróleo de suas reservas estratégicas. No relatório mensal divulgado hoje, a entidade afirmou que o atual conflito representa a maior disrupção na oferta de petróleo da história.

Segundo o documento, países do Golfo Pérsico já reduziram a produção conjunta em pelo menos 10 milhões de barris por dia, volume equivalente a cerca de 10% da demanda mundial da commodity.

Risco de crise global de abastecimento

Especialistas alertam que a liberação de reservas estratégicas pode ter efeito apenas temporário sobre os preços.

Para Tina Teng, estrategista de mercado da Moomoo ANZ, interrupções no transporte de petróleo pelo Estreito de Ormuz e paralisações na produção em países do Oriente Médio podem provocar uma crise de abastecimento de longo prazo.

A analista destaca que o mercado tende a permanecer extremamente sensível a qualquer nova informação sobre o conflito.

“A volatilidade deve permanecer elevada no curto prazo, à medida que os mercados reagem rapidamente às manchetes geopolíticas”, afirmou.

Já Frank Walbaum, analista da Naga, avalia que a decisão dos países do G7 de liberar petróleo das reservas estratégicas pode oferecer algum alívio momentâneo. No entanto, segundo ele, interrupções prolongadas na produção ou no transporte da commodity podem limitar esse efeito.

Estreito de Ormuz é o principal risco para o mercado

Analistas do ING afirmam que a estabilidade dos preços depende diretamente da normalização do fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes para o transporte de energia no mundo.

“A única forma de os preços caírem de maneira consistente é com a retomada do fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz. Caso isso não ocorra, novas máximas no mercado ainda podem surgir”, avaliam.

O fechamento da rota marítima poderia levar o petróleo a níveis históricos.

De acordo com Vivek Dhar, analista do Commonwealth Bank of Australia, o mercado pode estar subestimando o impacto do conflito sobre o abastecimento global.

Segundo ele, a crise pode se estender por meses, e não apenas semanas.

Nesse cenário, o petróleo Brent poderia alcançar entre US$ 120 e US$ 150 por barril, ou até níveis superiores, o que poderia forçar uma retração na demanda global por combustíveis.

Cotação

Por volta de 9h23 (horário de Brasília):

  • WTI (abril): alta de 7,02%, a US$ 93,25 por barril
  • Brent (maio): alta de 7,11%, a US$ 98,52 por barril

O mercado segue monitorando os desdobramentos do conflito no Oriente Médio e possíveis impactos sobre a produção e o transporte global de petróleo.

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Fonte: https://www.canalrural.com.br/economia/escalada-da-guerra-no-oriente-medio-aproxima-petroleo-de-us-100-por-barril/

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