Caso PM Gisele: Delegado explica prisão de tenente-coronel

Caso PM Gisele: Delegado explica prisão de tenente-coronel

A Polícia Civil de São Paulo indiciou o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto pela morte da esposa, a policial militar Gisele Santana. Em entrevista exclusiva à CNN, o delegado Lucas Lopes, responsável pelo inquérito, revelou detalhes da investigação que levou à prisão do oficial.

De acordo com o delegado, a investigação foi extremamente complexa, especialmente por se tratar de um tenente-coronel da Polícia Militar com amplo conhecimento dos procedimentos policiais. “Foi uma ocorrência que desde o início foi tomada todas as precauções para que todas as hipóteses fossem investigadas e apuradas, desde o possível suicídio até o feminicídio, que acabou se concretizando ao término dessa investigação”, explicou.

Contradições no depoimento

O tenente-coronel alegou inicialmente que estava tomando banho quando ouviu um disparo. Segundo sua versão, após uma discussão sobre o término do relacionamento, Gisele teria se exaltado, sofrido um surto e atentado contra a própria vida. “Ao sair do banheiro ele viu a vítima na sala caída no chão com a arma em punho ainda. Isso foi uma tese da defesa, uma tese inicial apresentada que foi refutada pela nossa investigação”, afirmou o delegado.

Um dos elementos que chamou a atenção dos investigadores foi o desaparecimento do cartucho da bala. “Não foi encontrado até o presente momento esse cartucho, nós não conseguimos localizá-lo mesmo diante de diversas diligências, buscas no local. O cartucho seria essencial porque a partir da posição, os peritos conseguiriam ter uma maior precisão na questão da posição do corpo”, explicou Lucas Lopes. Este elemento técnico pericial seria fundamental para confirmar ou afastar a hipótese de suicídio.

Veja como foi o feminicídio da PM, segundo laudo:

Análise de celulares revelou perfil contraditório

A investigação apreendeu dois celulares do tenente-coronel e um da vítima. A análise das conversas do casal desde o final de 2022 foi crucial para traçar um perfil do relacionamento. “A partir dessa análise, foi um também dos elementos que nos possibilitou traçar um perfil do investigado e que aquilo que ele alegava para a imprensa e nos depoimentos não condiziam com as conversas mantidas entre o casal”, revelou o delegado.

Segundo Lucas Lopes, havia uma clara divergência entre o comportamento público do tenente-coronel e o que ocorria na relação íntima do casal. “Era totalmente ao contrário, conforme nós demonstramos ao judiciário, às promotoras e à juíza”, afirmou. Essa discrepância entre o que o acusado alegava e o que foi encontrado nas mensagens fortaleceu a tese de feminicídio defendida pela polícia.

O delegado também esclareceu sobre a presença de um desembargador no local do crime, fato que havia gerado questionamentos. Segundo ele, o desembargador não foi o primeiro contato do tenente-coronel após o ocorrido, como se especulava. “Ele realmente realizou diversas ligações anteriores, conforme constam nos registros que nós analisamos. O desembargador foi posteriormente, inclusive após o 190”, explicou. Lucas Lopes ressaltou que a presença do desembargador não interferiu nas investigações, pois ele estava ali apenas como amigo do tenente-coronel, sem utilizar sua posição para influenciar o andamento do caso.

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Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/sudeste/sp/caso-pm-gisele-delegado-explica-prisao-de-tenente-coronel/

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