Sustentabilidade deve ser vista como investimento, não como custo, aponta especialista

No Dia Mundial da Agricultura, especialistas reforçaram que o futuro do agronegócio brasileiro passa, necessariamente, pela sustentabilidade. O principal desafio do setor hoje é claro: produzir mais, com qualidade, sem comprometer os recursos naturais.
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A avaliação é de que o equilíbrio entre produtividade e conservação ambiental deixou de ser uma tendência e se tornou uma exigência do mercado. Para isso, o caminho envolve investimento em tecnologia, manejo sustentável e capacitação dos produtores.
Segundo o consultor em agronegócios, Ademiro Vian, a sustentabilidade precisa ser encarada como um investimento e não como custo.
“O custo, na verdade, ele não é um custo, ele é um benefício, porque ao final é o investimento que ele está fazendo de longuíssimo prazo, porque afinal o produto dele pode ser rastreado, pode ter um valor agregado maior e um preço de mercado maior”, destaca.
Outro ponto destacado é a mudança no comportamento do consumidor. A tendência é que a origem dos produtos pese tanto quanto o preço. A rastreabilidade, portanto, ganha protagonismo como ferramenta de transparência e valorização da produção.
Impacto econômico
Além da questão ambiental, especialistas alertam que a sustentabilidade também precisa ser econômica. Para manter a atividade no longo prazo, o produtor precisa de previsibilidade financeira, acesso a tecnologia e gestão eficiente.
“O que nós temos que buscar é a sustentabilidade da atividade rural, não só do ponto de vista ambiental, mas também econômico e financeiro”, afirma o professor de direito agrário, política e crédito rural, José Carlos Vaz.
Hoje, um dos entraves está na falta de organização de dados e de uma estrutura mais moderna de gestão da atividade rural. Sem essas informações, fica mais difícil desenvolver políticas agrícolas eficazes, ampliar o seguro rural e reduzir riscos financeiros.
O cenário é agravado por fatores externos, como juros elevados, variações cambiais e custos de insumos. Em muitos casos, o produtor enfrenta margens apertadas: compra caro, vende mais barato e ainda precisa investir em tecnologia para manter a produtividade.
Segundo Vaz, há uma necessidade de mecanismos mais eficientes de gestão de risco, especialmente diante de eventos climáticos e oscilações de mercado. Sem isso, ciclos de endividamento tendem a se repetir.
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