Além da Caixa, PF mira fraudes a outros bancos; veja quais são
A PF (Polícia Federal) aponta que há indícios de que outras instituições financeiras foram alvos de fraudes bancárias além da Caixa Econômica Federal em meio à operação Fallax desta quarta-feira (25).
A PF descobriu um esquema estruturado voltado à obtenção de vantagens ilícitas com um grupo criminoso que cooptou funcionários dessas instituições financeiras e da utilização de empresas para a movimentação de valores e para a ocultação de recursos ilícitos.
Banco do Brasil, Bradesco, Santander e Safra estão entre os bancos listados. A CNN Brasil pediu manifestação deles e aguarda retorno.
Nesta quarta, o CEO do Grupo Fictor, Rafael Góis, é alvo da operação deflagrada pela PF contra organização criminosa especializada em fraudes bancárias na Caixa. Os prejuízos podem passar de R$ 500 milhões.
Segundo apuração da CNN Brasil, o empresário é alvo de mandado de busca. A reportagem tenta contato com a defesa de Góis.
O ex-sócio do Fictor, Luiz Rubini, também é alvo de busca e apreensão. Até as 9h50, 13 pessoas haviam sido presas em três estados do Brasil.
Delegados ouvidos pela CNN explicam que o Fictor não é alvo da operação, mas sim a identificação de fraudes contra a Caixa, que tinha como alguns dos envolvidos empresários do grupo.
Ao todo são cumpridos 43 mandados de busca e apreensão e 21 mandados de prisão preventiva, expedidos pela Justiça Federal de São Paulo, em cidades dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia.
A Justiça também determinou o bloqueio e o sequestro de bens imóveis, veículos e ativos financeiros até o limite de R$ 47 milhões, com o objetivo de descapitalizar a organização criminosa. A PF também investiga os crimes de estelionato e lavagem de dinheiro.
Foram ainda autorizadas medidas cautelares para o rastreamento de ativos financeiros, incluindo a quebra de sigilo bancário e fiscal de 33 pessoas e 172 empresas.
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1 de 11São cumpridos 43 mandados de busca e apreensão e 21 mandados de prisão preventiva. • PFSP
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2 de 11Rafael Góis, CEO e Sócio do Grupo Fictor, está entre alvos de busca e apreensão. • Reprodução/Redes Sociais
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3 de 11Rafael Góis, CEO e Sócio do Grupo Fictor • Reprodução/Redes Sociais
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Segundo a investigação, a organização utilizava empresas de fachada e estruturas empresariais para esconder a origem dos recursos ilícitos. Funcionários de instituições financeiras inseriam dados falsos nos sistemas bancários para viabilizar saques e transferências indevidas. Posteriormente, os valores eram convertidos em bens de luxo e criptoativos para dificultar o rastreamento.
Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, estelionato qualificado, lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta, corrupção ativa e passiva e crimes contra o sistema financeiro nacional. As penas somadas podem ultrapassar 50 anos de prisão.
Crise e Banco Master
A Fictor Holding Financeira entrou com um pedido de recuperação judicial no Tribunal de Justiça de São Paulo em fevereiro deste ano. A instituição havia tentado comprar o Banco Master em novembro de 2025, antes do Banco Central determinar a liquidação extrajudicial do banco de Daniel Vorcaro.
O valor dos compromissos totaliza, aproximadamente, R$ 4 bilhões, informou a empresa. Em nota, o grupo informou que pretende realizar a quitação sem nenhum deságio.
No pedido de recuperação judicial, a Fictor cita a repercussão midiática negativa envolvendo o nome do grupo após a tentativa de aquisição do Banco Master como a origem da crise que provocou um descompasso temporário nos seus fluxos operacionais e a rescisão contratual de fornecedores de serviços.
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