Esqueleto do mosqueteiro D’Artagnan pode ter sido encontrado na Holanda
O esqueleto que pode pertencer ao lendário mosqueteiro Charles de Batz de Castelmore d’Artagnan foi encontrado sob o piso de uma igreja na cidade de Maastricht, segundo autoridades locais e arqueólogos. A descoberta ocorreu após operários identificarem um buraco sob azulejos danificados na Igreja de São Pedro e São Paulo.
De acordo com os responsáveis pela investigação, os trabalhadores realizavam reparos no piso quando localizaram uma cavidade. Ao removerem parte da estrutura, encontraram ossos humanos e acionaram especialistas para análise.
O arqueólogo Wim Dijkman afirmou que o caso se tornou uma investigação de grande escala.
“Queremos ter absoluta certeza, ou o máximo de certeza possível, se se trata ou não do famoso mosqueteiro que foi morto aqui perto de Maastricht”, disse.
A hipótese ganhou força porque a igreja já havia sido apontada historicamente como possível local de sepultamento de d’Artagnan, que morreu em combate na região no século XVII.
Os restos mortais estão sendo analisados por equipes nos Países Baixos e no exterior. Um dos principais focos é a extração de material genético de uma mandíbula encontrada no local, que será comparado ao DNA de possíveis descendentes do militar francês.
Além dos ossos, foram encontrados objetos que podem ajudar na identificação, como uma moeda francesa e estruturas dentárias preservadas, que também passarão por exames especializados.
O diácono Jos Valke relatou que a descoberta foi acidental. Segundo ele, a equipe realizava manutenção após identificar danos no piso da igreja.
“Encontramos um buraco e, ao limpar, surgiram ossos. Paramos imediatamente e chamamos um arqueólogo”, explicou Valke.
Ele destacou ainda que nunca havia sido feita uma escavação no local devido ao respeito ao espaço religioso.
“Sempre se disse que era terra sagrada e deveria ser deixada em paz, até agora”, concluiu.
Figura histórica
D’Artagnan foi um capitão dos mosqueteiros do rei Luís XIV, também conhecido como Rei-Sol e pela frase “O Estado sou eu”, e se tornou mundialmente conhecido após inspirar o personagem central do romance Os Três Mosqueteiros, de Alexandre Dumas.
Caso a identidade seja confirmada, a descoberta pode representar um marco histórico e arqueológico, encerrando séculos de incerteza sobre o local de sepultamento do militar.
Os resultados dos exames ainda não têm prazo para divulgação, mas a expectativa das equipes envolvidas é alcançar o maior grau possível de precisão científica antes de qualquer confirmação oficial.
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*Com informações da Reuters
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