Qual será o impacto da China na arroba do boi em maio? Analistas respondem

Qual será o impacto da China na arroba do boi em maio? Analistas respondem
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Foto: Governo de Mato Grosso

O mercado físico do boi gordo se deparou com mudanças sutis em termos de demanda durante a semana.

O analista de Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias destaca que os frigoríficos passaram a relatar um posicionamento mais confortável em suas escalas de abate. Além disso, determinadas unidades seguem ausentes da compra de gado, avaliando as melhores estratégias para aquisição de boiadas no curtíssimo prazo.

“Vale destacar que a progressão da cota chinesa segue como fator essencial para a formação de tendência em 2026, com o possível esgotamento apontando para preços mais baixos em maio e no restante do terceiro trimestre”, avalia.

Em termos de normas regulatórias, Iglesias ressalta que a China está cada vez mais rigorosa, com o anúncio de suspensão das compras de um frigorífico brasileiro por traços de acetato de medroxiprogesterona, fármaco veterinário proibido no gigante asiático.

O que esperar de maio?

O coordenador da equipe de inteligência de mercado da Scot Consultoria, Felipe Fabbri, por outro lado, não acredita que a cota brasileira de 1,1 milhão de toneladas de carne vai acabar em maio, apenas em junho.

Segundo ele, outro fator que pode impactar os preços da arroba é a conjuntura da febre aftosa na China. “Por ora, não traz impactos ao mercado, mas se não tiver controle efetivo e sair do eixo, pode levar a uma revisão da pauta exportadora”, diz.

Fabbri lembra que o mês de maio, tradicionalmente, costuma concentrar preços mais baixos para a arroba, independente da questão exportadora.

“O mercado costuma receber o que chamamos de descarte de safra de capim, com clima pesando mais e os pecuaristas tendo que retirar boiada do pasto, então, o movimento de queda, se ocorrer, pode ser considerado relativamente natural para a época”, pontua.

Mesmo com a saída da China como cliente a partir de maio ou junho, com o esgotamento da cota, Fabbri não enxerga derretimento de preços. “Vemos pouco espaço para um boi a R$ 300,00 a arroba em São Paulo, por exemplo.”

Balanço global de carne

O especialista da Scot ressalta que o balanço global de carne bovina está pouco confortável aos compradores em 2026. “Quanto à produção brasileira, mesmo diante da redução de abates projetada, o USDA mantém a posição de maior produtor de carne para o Brasil”, conta.

Desta forma, Fabbri pondera que se a China deixar de comprar, outros destinos tendem a buscar mais a carne brasileira. “Até mesmo os potenciais fornecedores da China durante a ausência brasileira devem exportar mais e, para preencher suas demandas internas, podem comprar mais a nossa carne, caso de Argentina e Uruguai, por exemplo”

Preços médios do boi gordo

Os valores da arroba do boi gordo, na modalidade a prazo, estavam assim no dia 16 de abril:

  • São Paulo (Capital): R$ 370, inalterado frente ao final da semana passada;
  • Goiás (Goiânia): R$ 360, avanço de 1,41% frente aos R$ 355 registrados no final da semana passada;
  • Minas Gerais (Uberaba): R$ 355, aumento de 1,43% ante os R$ 350 registrados no fechamento da última semana;
  • Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 360, sem mudanças frente ao encerramento da semana anterior;
  • Mato Grosso (Cuiabá): R$ 365, aumento de 1,39% frente aos R$ 360 praticados no fechamento da semana passada;
  • Rondônia (Vilhena): R$ 335, acréscimo de 1,52% perante os R$ 330 registrados no encerramento da última semana

Mercado atacadista

No mercado atacadista, o mercado se deparou com preços levemente mais altos, considerando a boa reposição entre atacado e varejo durante a primeira quinzena do mês.

“Como limitador para altas mais consistentes precisa ser mencionada a menor competitividade da carne bovina se comparada às proteínas concorrentes, em especial à carne de frango. O baixo poder de compra das famílias direciona o consumo para proteínas mais acessíveis”, pontua Iglesias.

  • Quarto do dianteiro: precificado a R$ 23 por quilo na semana, aumento de 2,22% frente aos R$ 22,50 por quilo praticados no final da semana passada;
  • Cortes do traseiro bovino: foram cotados a R$ 28 por quilo, avanço de 1,82% ante aos R$ 27,50 encerrados no final da semana passada.

Exportações de carne bovina

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Foto: Pixabay

As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 591,244 milhões em abril até o momento (7 dias úteis), com média diária de US$ 84,463 milhões, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

A quantidade total exportada pelo país chegou a 97,264 mil toneladas, com média diária de 13,895 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 6.078,70.

Em relação a abril de 2025, houve alta de 39% no valor médio diário da exportação, ganho de 15,1% na quantidade média diária exportada e avanço de 20,8% no preço médio.

Com informações de Safras News

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