Fávaro critica tarifaço de Trump, mas vê quadro como oportuno para a competitividade do Brasil

Fávaro critica tarifaço de Trump, mas vê quadro como oportuno para a competitividade do Brasil

Mesmo denominando como estratégia ortodoxa, o ministro Carlos Fávaro (PSD) considera que o ‘tarifaço’ estabelecido pelo governo Donald Trump, iniciado nesta semana, vai se transformar em oportunidade para o Brasil. Conforme ele, o país tem competência para tirar proveito dessa situação, sobretudo a partir de sua competitividade agropecuária.

“Eu acho que deve gerar uma inflação mundial. Agora, o Brasil é muito competitivo, principalmente nos produtos agropecuários. E isso pode, então, se tornar, se soubermos agir e vamos agir com cautela e prudência, mas com altivez, vai se tornar uma oportunidade para o Brasil”, ponderou o ministro durante evento sobre etanol de milho sediado em Cuiabá, na manhã desta quinta-feira (3).

Fávaro criticou a medida adotada pelo presidente norte-americano, mas, mais uma vez, destacou a capacidade do governo brasileiro de contornar a situação, em razão da condução progressista frente às medidas adotadas no hemisfério norte.

“Primeiro que o Brasil presa sempre pela negociação, pelo diálogo, é assim que estamos tratando… É óbvio, e tem uma nota publicada oficialmente pelo governo federal, que repudia o aumento da tarifa. Veja o contrassenso: um governo dito liberal, com o diz o Estados Unidos, tomando medidas ortodoxas, proibitivas, protecionistas. E o Brasil, que tem um governo progressista, que tem um viés social muito grande, mas é a favor do livre comércio”, comparou.

O ministro acrescentou que o país abriu 345 novos mercados no atual governo e vem discutindo tarifas, mantendo a relação de livre comércio. Citou como exemplo o acordo entre o Mercosul e a União Europeia.

“Infelizmente, nesse momento as ‘tribolinagens’ feitas pelo governo americano podem atrapalhar sensivelmente os mercados internacionais. Mas o Brasil tem competência e certamente vai saber usufruir disso e fazer disso uma grande oportunidade”, reiterou.

Sobre a expectativa inflacionária no mercado global, o ministro acredita que acontecerá, mas será ainda maior para os próprios Estados Unidos.

“Eu acho que, no mínimo, já gera uma inflação muito alta nos EUA. É óbvio, se você tá taxando para entrar os produtos lá, vai encarecer o custo de todos os produtos norte-americanos. Porque não é de hoje para amanhã, com o objetivo que ele diz, que é a industrialização norte-americana, não é de hoje para amanhã que você vai criar indústria. Então, você vai continuar precisando importar os produtos e, além de tudo, com um custo mais alto”.

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Adriano Monezi

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