Primeira ‘superlua’ de 2026 já tem data; saiba como acompanhar

A primeira Lua Cheia de 2026 ocorre neste sábado (3), às 07h03, no horário de Brasília. O fenômeno é popularmente conhecido como “superlua”.
Apesar do nome, astrônomos explicam que o termo técnico correto é Lua Cheia de Perigeu. Isso ocorre quando a Lua Cheia coincide com o ponto de sua órbita mais próximo da Terra.
Segundo especialistas, nesse momento a Lua parece um pouco maior e mais brilhante no céu. Ainda assim, a diferença dificilmente é percebida a olho nu pela maioria das pessoas.
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O que caracteriza a Lua Cheia de Perigeu
O astrônomo Rodolfo Langhi, coordenador do Observatório de Astronomia da Universidade Estadual Paulista, explica que a Lua não muda de tamanho. O efeito visual ocorre apenas pela variação da distância entre a Lua e a Terra.
Todo mês, a Lua passa pelo perigeu, ponto mais próximo da Terra, e pelo apogeu, o mais distante. Quando o perigeu coincide com a fase cheia, o fenômeno recebe o nome de Lua Cheia de Perigeu.
No início de janeiro, a Lua esteve a pouco mais de 362 mil quilômetros da Terra. Já a menor Lua Cheia de 2026, prevista para o fim de maio, estará a mais de quatrocentos e seis mil quilômetros.
Essa diferença faz com que o diâmetro aparente da Lua de janeiro seja considerado relativamente maior em comparação à chamada microlua, mas a variação é sutil.
Diferença é difícil de notar a olho nu
Langhi destaca que apenas observadores acostumados a acompanhar o céu com frequência conseguem notar alguma variação. Mesmo assim, a percepção não é evidente.
Para explicar o efeito, o astrônomo compara a Lua a uma bola observada de diferentes distâncias. Quanto mais próxima, maior ela parece, ainda que o tamanho real não mude.
Ele avalia que o termo superlua pode criar expectativas equivocadas, já que muitas pessoas imaginam uma Lua visivelmente gigante, o que não acontece.
Fenômeno não tem impacto astronômico
O físico e astrônomo João Batista Canalle, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, afirma que a Lua Cheia deste sábado não apresenta nenhuma diferença relevante do ponto de vista científico.
Para ele, o fenômeno é apenas uma coincidência orbital, sem efeitos físicos observáveis. Canalle reforça que a Lua não cresce nem diminui, apenas varia sua distância em relação à Terra.
O especialista também critica termos como superlua e microlua, que, segundo ele, podem induzir interpretações erradas. Mesmo no ponto mais distante, a Lua continua sendo uma Lua Cheia comum.
Assim, a observação deste sábado tem valor principalmente contemplativo, sem alterações significativas para a astronomia.
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