Brasil espera estabilidade jurídica na Venezuela para ampliar venda de arroz

A Venezuela está entre os principais compradores de arroz em casca brasileiro: importou 165 mil toneladas na última safra. Com a instabilidade sofrida após o ataque do presidente Donald Trump ao país, a Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) aguarda os próximos passos para definir estratégias de exportaçãovenda.
O presidente da entidade, Denis Dias Nunes, destaca que a expectativa é que o contexto geopolítico não tenha mais sobressaltos e, futuramente, que se ganhe mais estabilidade jurídica, econômica e política para que as vendas brasileiras ao vizinho aumente.
“A Venezuela é uma grande consumidora per capta de arroz, consumindo em torno de um milhão de toneladas por ano. Por conta de o arroz ser um produto barato, de fácil manuseio e cocção, ele se tornou muito importante para aquele país”, conta.
Nunes pontua que pelos acordos comerciais traçados entre ambos e pela qualidade na produção, o cereal brasileiro ganhou a preferência dos venezuelanos.
“Esperamos que se ganhe certa segurança jurídica e até uma facilidade financeira [nas transações]. As tradings tinham certa dificuldade em negociar com a Venezuela. Esperamos que as coisas se normalizem, que possam ser liberados dólares e cartas de crédito através até mesmo dos bancos norte-americanos [para a importação de arroz].”
Segundo ele, caso o país vizinho não importe mais o arroz em casca brasileiro por conta das instabilidades que vive atualmente, restará ao Brasil pulverizar o volume destinado aos venezuelanos para outras nações do continente, a exemplo dos países da América Central, como o Panamá.
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