Comércio exterior do Brasil nunca foi tão forte, diz secretária do MDIC
O comércio exterior brasileiro alcançou níveis recordes em 2025, mesmo em um cenário global marcado por instabilidades e incertezas. A informação foi dada por Tatiana Prazeres, secretária do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços), em entrevista ao Hora H desta segunda-feira (12).
Segundo Prazeres, o país nunca exportou tanto quanto em 2025, e a corrente de comércio (soma das exportações e importações) atingiu o maior patamar da história. “A resiliência, eu acho a palavra que marca o nosso comércio exterior no ano passado e certamente ela será relevante também para o nosso exportador, para o nosso operador de comércio exterior em 2026″, destacou.
À CNN, a secretária tratou da recente decisão anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de sobretaxar em 25% países que fazem negócios com o Irã, afirmando que a medida reforça o cenário de imprevisibilidade no comércio internacional.
“A imprevisibilidade, a instabilidade são palavras que marcam a política comercial mundo afora desde 2025 e em 2026 não será diferente”, disse Prazeres, acrescentando que o governo brasileiro aguardará a publicação da ordem executiva para analisar os parâmetros da medida.
Importância dos acordos comerciais
Diante desse cenário de instabilidade, Prazeres enfatizou a importância de acordos comerciais que proporcionem segurança e previsibilidade para os operadores brasileiros. “Isso tudo reforça a nossa visão da importância de acordos comerciais que deem segurança, previsibilidade para o operador, que permitam que o empreendedor, a empresa brasileira saiba, afinal de contas, quais os mercados em que ela pode buscar diversificar a sua produção”, explicou.
A secretária ressaltou que esses acordos são fundamentais para que as empresas brasileiras possam identificar mercados para diversificar suas exportações e encontrar fornecedores que ajudem a aumentar a produtividade e competitividade da produção nacional, através da aquisição de insumos mais competitivos. Para Prazeres, esse é o grande desafio do comércio exterior brasileiro e mundial: lidar com a incerteza e a imprevisibilidade crescentes no cenário internacional.
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