Gado orgânico ganha espaço e eleva abates em 12% em Mato Grosso do Sul

O abate de gado com certificação orgânica ou sustentável registrou crescimento de 12% em Mato Grosso do Sul em 2025. Ao todo, cerca de 205 mil cabeças foram abatidas no estado, resultado que aponta maior adesão dos pecuaristas às exigências socioambientais do sistema de produção.
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Segundo o diretor executivo da entidade, Associação Pantaneira de Pecuária Orgânica e Sustentável (BPO), Guilherme de Oliveira, a produção de carne orgânica no Brasil é regulamentada por uma portaria do Ministério da Agricultura (Mapa), em vigor desde 2003.
Segundo Oliveira, entre as principais exigências estão a proibição do uso de defensivos, herbicidas e medicamentos químicos, além da obrigatoriedade de suplementação com insumos de origem orgânica.
“Ele é produzido de forma que não podem ser utilizados produtos químicos, como defensivos ou herbicidas. Também é preciso muito cuidado no uso de medicações. A suplementação desses animais também tem que ser oriunda de produtos orgânicos”, explica.
A pecuária orgânica começou a ganhar espaço no país ainda nos anos 90 e passou a crescer de forma mais estruturada após a regulamentação federal. Apesar de ainda ser considerado um nicho, o segmento apresenta perspectiva de expansão, impulsionado pela demanda por alimentos com origem rastreável e produção sustentável.
“Algumas empresas aqui no Brasil trabalham com produtos orgânicos, algumas redes de frigoríficos também trabalham com esses produtos e nós precisamos do pecuarista para abastecer esse mercado”, comenta.
Propriedades e transição
Outro ponto destacado é que a certificação orgânica envolve toda a propriedade rural. Por isso, não é possível criar animais orgânicos e convencionais no mesmo ambiente produtivo. O produtor pode, no entanto, manter propriedades distintas, desde que não haja intercâmbio de animais entre elas.
“Um produtor que não trabalha com gado orgânico precisa garantir um período de adaptação desses animais. Então ele precisa respeitar um certo período de “carência”. Um animal que não está vivendo em um ambiente orgânico, ele precisa passar pelo menos 2/3 da vida dele em um ambiente orgânico para ser considerado orgânico”, explica Oliveira.
O produtor deve investir em alternativas naturais de manejo sanitário, como homeopatia, probióticos e óleos essenciais, bem como em suplementos devidamente certificados.
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