Caso cão Orelha: confira áudio divulgado que revela agressão em grupo
Áudios divulgados pela defesa dos adolescentes investigados na morte do cão Orelha revelaram uma nova vertente na investigação do caso que chocou o país. As gravações, atribuídas ao porteiro do prédio onde moram os jovens suspeitos, foram compartilhadas em um grupo de vigilantes e indicam que os adolescentes teriam agredido o animal.
Segundo informações obtidas pela CNN Brasil, o porteiro não apenas enviou áudios relatando as supostas agressões como também compartilhou fotos dos adolescentes no mesmo grupo. Essas mensagens teriam originado a investigação policial que relacionou os adolescentes ao crime contra o cachorro comunitário que vivia há cerca de 10 anos na região de Praia Brava.
A defesa dos adolescentes sustenta que, até o momento, não foi divulgado nenhum vídeo que comprove que o crime teria sido praticado pelos jovens. Além disso, argumenta que, na data em que houve uma conversa entre o porteiro e os familiares dos adolescentes, a morte do cão Orelha ainda não havia repercutido na mídia, o que indicaria que as conversas entre eles não teriam relação com o animal.
Investigação e indiciamentos
A Polícia Civil de Santa Catarina indiciou três familiares dos adolescentes por coação. Segundo a investigação, eles teriam ameaçado o porteiro que enviou os áudios ao grupo de vigilantes. No entanto, a defesa nega que tenha ocorrido qualquer tipo de coação e afirma que um dos pais apenas conversou com o funcionário, colocando-se à disposição para tratar de eventuais problemas envolvendo os filhos.
Atualmente, a polícia investiga três jovens. Inicialmente eram quatro suspeitos, mas um deles foi descartado pela investigação. Mais de 20 pessoas já foram ouvidas ao longo do inquérito, e a polícia apreendeu celulares, eletrônicos e roupas dos adolescentes para análise.
O caso do cão Orelha, que foi agredido tão violentamente que precisou passar por eutanásia, aconteceu no início de janeiro em Praia Brava. A investigação também apura a tentativa de afogamento de outro cão caramelo, que conseguiu fugir e posteriormente foi adotado por um delegado.
Em nota, a defesa pediu cautela e responsabilidade no compartilhamento de imagens e textos sobre o caso, alegando que as famílias dos adolescentes enfrentam um “linchamento virtual” nas redes sociais.
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