Menino de 5 anos é agredido na escola por ser filho de cristãos no Norte da África
Um menino de 5 anos passou a ser agredido na escola após os pais cristãos pedirem para que ele fosse dispensado de celebrações de um feriado islâmico, no Norte da África.
A violência contra Salim* começou depois que seus pais explicaram que eram cristãos e não gostariam que o filho participasse das festividades islâmicas, pois criavam o menino à luz da Bíblia.
“Às vezes, ao chegarmos em casa, o encontrávamos com hematomas e marcas vermelhas pelo corpo. Muitas vezes, suas roupas estavam rasgadas. Ele era maltratado e agredido repetidamente”, testemunha Maarouf*, pai se Salim à missão Portas Abertas.
Quando o pai questionou os funcionários da escola, eles alegaram que Salim poderia ter caído enquanto brincava com as outras crianças. Além disso, as reclamações à direção não mudaram a situação.
“Com os maus-tratos constantes, minha esposa e eu decidimos matricular Salim em uma escola diferente, na esperança de que ele fosse bem tratado, independentemente de sua religião”, contou o pai.
O menino passou a ter ataques de pânico
Na nova escola, os pais também informaram a diretora sobre a fé da família e ela afirmou que não haveria problema.
“Ela me garantiu que, para ela, todas as crianças são iguais, independentemente de suas crenças religiosas ou das de seus pais. Fiquei muito feliz em ouvir isso”, relembrou Maarouf.
No entanto, tempos depois, o pai voltou a notar sinais de violência no corpo do filho:
“Comecei a notar hematomas no corpo do meu filho novamente, e duas vezes ele chegou em casa com a camisa rasgada”.
E continuou: “Pior ainda, ele ficou traumatizado com essas experiências; todos os dias, sabendo que tinha que ir para a escola, ele tinha ataques de pânico”.
Ao relatar as agressões à diretora, ela declarou que “isso poderia acontecer quando as crianças estão ativas e brincam juntas”. Então, Maarouf e sua esposa tiraram Salim da segunda escola.
‘O silêncio é a única opção’
Durante esse período de trauma, um parceiro local da Portas Abertas acompanhou a família, que foi aconselhada a matricular Salim em outra escola.
“Ele sugeriu que o colocássemos em outra escola, mas sem demonstrar abertamente nossa crença em Jesus Cristo. Por enquanto, é a única opção para proteger nosso filho”, explicou Maarouf.
A missão destacou que, embora ser forçado a esconder a fé possa ser frustrante para os pais e confuso para a criança, continua sendo uma escolha necessária nesta situação.
“Os pais de Salim sabem que, às vezes, podem se sentir em conflito entre as práticas que o filho encontra na escola e as crenças da família. Mas, por enquanto, essa é a única maneira de evitar que o filho seja prejudicado e tenha uma infância normal”, informou a Portas Abertas.
Salim não é o único que precisa esconder a própria fé para conseguir estudar em paz. No Norte da África, muitas crianças cristãs enfrentam situações semelhantes e acabam traumatizadas pela perseguição cristã nas escolas.
Além das tarefas e da rotina de estudos, elas precisam lidar com um ambiente hostil. Em muitos casos, são obrigadas a aprender ensinamentos islâmicos e a memorizar trechos do Alcorão, mesmo sabendo que essa não é sua fé.
*Nomes alterados por segurança.
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