Milho mais caro trava negócios e muda ritmo do mercado brasileiro

A valorização do milho, inicialmente observada no começo de fevereiro em algumas regiões do estado de São Paulo, passou a atingir outras praças monitoradas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O movimento de alta está associado, principalmente, à postura mais retraída dos produtores no mercado spot.
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De acordo com o Cepea, muitos vendedores estão priorizando os trabalhos de campo, o que tem reduzido o volume de ofertas disponíveis no mercado físico. A menor disponibilidade do cereal contribui para a sustentação dos preços em diferentes regiões do País.
No lado da demanda, compradores relatam maior dificuldade nas negociações. Além da oferta mais limitada, esses agentes indicam resistência em fechar novos negócios diante dos valores mais elevados pedidos por vendedores. O cenário resulta em ritmo mais lento nas transações.
Pesquisadores do Cepea destacam que, mesmo com a postura cautelosa dos compradores, as perspectivas de produção seguem robustas. Novas estimativas indicam safras elevadas tanto no Brasil quanto no cenário global, além de expectativa de recomposição dos estoques domésticos.
No contexto internacional, entretanto, o comportamento é distinto. As projeções apontam que os estoques globais de milho devem atingir o menor nível desde a safra 2014/15, fator que segue no radar dos agentes e pode influenciar a dinâmica dos preços.
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