Bolívia x Iraque: longos jejuns da América e Ásia brigam por vaga na Copa
Bolívia e Iraque entram em campo na madrugada desta terça-feira (31), em Monterrey, no México, com um peso incomum para uma repescagem. De um lado, a Bolívia tenta voltar à Copa após 32 anos. Do outro, os asiáticos carregam um jejum ainda maior, de 40 anos. Em jogo, uma vaga no Mundial de 2026.
A última vez que a Bolívia disputou a Copa foi em 1994, nos Estados Unidos. A equipe somou apenas um ponto na fase de grupos e, desde então, nunca mais conseguiu se aproximar de uma classificação. Mesmo com o histórico de bons resultados em La Paz, a dificuldade fora de casa costuma ser determinante nas Eliminatórias sul-americanas.
O Iraque vive um cenário semelhante, mas com intervalo ainda mais longo. A única participação veio em 1986, no México. Desde então, o país passou por períodos de instabilidade que afetaram diretamente o futebol. Ainda assim, a seleção teve momentos relevantes, como o título da Copa da Ásia de 2007, em uma campanha que ganhou repercussão mundial. Situação do país só não é pior do que a do Kuwait, que não vai pra Copa desde 1982.
A partida em campo neutro elimina fatores tradicionais dessas equipes. A altitude deixa de ser trunfo para a Bolívia, e o Iraque também não conta com apoio local. O confronto tende a ser mais equilibrado e decidido em detalhes, algo comum em jogos únicos de repescagem.
O contexto da Copa de 2026 também pesa. Com a ampliação para 48 seleções, aumentaram as chances para países fora do grupo tradicional. Ainda assim, o caminho segue exigente, especialmente para quem vem de campanhas irregulares.
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