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As precipitações interromperam atividades no campo, limitando a disponibilidade do biocombustível. Além do impacto imediato sobre a oferta, a previsão de novas chuvas aumenta a preocupação dos agentes do setor com o andamento da reta final da moagem.
De acordo com pesquisadores do Cepea, as paralisações e os atrasos levantam dúvidas sobre o volume de cana-de-açúcar que ainda poderá ser processado até o encerramento da temporada e, consequentemente, sobre a quantidade de etanol que estará disponível nos estoques nos próximos meses.
Açúcar também fica mais caro
O movimento de alta também é observado no mercado de açúcar. Os preços do cristal seguem avançando no estado de São Paulo, sustentados principalmente pela oferta limitada.
Colaboradores consultados pelo Cepea relatam menor disponibilidade de açúcar para negociação no mercado spot paulista.
Além da restrição de oferta, a valorização está relacionada ao perfil mais alcooleiro da atual safra. As usinas vêm direcionando uma parcela maior da cana-de-açúcar para a fabricação de etanol, reduzindo proporcionalmente a matéria-prima destinada ao açúcar.
Produção de açúcar cai 11,7%
Mesmo com o volume de cana moída acima do registrado no ano passado, a produção de açúcar apresentava queda de 11,7% no acumulado da safra até 15 de agosto, segundo dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) citados pelo Cepea.
O cenário reforça a menor disponibilidade do produto no mercado e ajuda a sustentar as cotações do cristal em São Paulo.
Com mais cana direcionada à fabricação de etanol e as chuvas interferindo nas atividades do campo, os agentes acompanham agora o ritmo da moagem na reta final da temporada e seus possíveis efeitos sobre a oferta de açúcar e biocombustíveis nos próximos meses.
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