Em meio à pandemia, a energia elétrica fica 7,29% mais cara em MT

O reajuste tarifário vai afetar diretamente a rotina dos 1,5 milhão de consumidores da concessionária Energisa

A partir desta sexta-feira (23), o consumo de energia elétrica em Mato Grosso está 7,29% mais caro em média para os consumidores residenciais.

O reajuste tarifário anual, que deveria ter entrado em vigor no último dia 8, foi adiado, mas não cancelado, e vai afetar diretamente a rotina dos 1,5 milhão de consumidores da concessionária local, a Energisa.

No ano passado – no início da pandemia do novo coronavírus –, o reajuste havia sido concedido – em 2,47% -, mas só entrou em vigor a partir de 1º de julho.

Em 2021, o aumento sobre o consumo dos quilowatts foi adiado em alguns dias apenas, mas já está em vigor, mesmo sob um cenário pandêmico pior do que o registrado há um ano.

Com relação aos clientes cativos da Energisa, por classe de consumo – de baixa e alta tensão -, o efeito médio do reajuste será de 8,90%, já que a baixa tensão ficou 8,34% e da alta tensão – onde estão as indústrias – foi ainda maior: 10,36%.

A alta foi aprovada na quinta-feira (22) pela diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), em reunião pública extraordinária, os reajustes tarifários de 2021 das concessionárias Companhia Paulista de Força e Luz – CPFL Paulista, Energisa Mato Grosso e Energisa Mato Grosso do Sul.

O reajuste tarifário é regulado pela Aneel e está previsto no contrato de concessão da empresa.

Pela norma, o valor da tarifa poderá ser reajustado anualmente – o chamado Reajuste Tarifário Anual – e a cada cinco anos, no processo de Revisão Tarifária Periódica.

Os reajustes autorizados pela Aneel, atingem 4,6 milhões de unidades consumidoras localizadas em 234 municípios do Estado do São Paulo, 1,5 milhão de unidades consumidoras situadas em 141 municípios do Mato Grosso e 1 milhão de unidades consumidoras localizadas em 74 municípios de Mato Grosso do Sul.

ENTENDIMENTO – Conforme a Aneel, os fatores que mais impactaram o presente processo tarifário foram: os custos com as atividades de distribuição de energia, gastos com compra de energia impactados em especial pela energia da Usina de Itaipu, precificada em dólar e pagamento de encargos setoriais.

Para o diretor Efrain Cruz, relator dos processos tarifários da Energisa Mato Grosso do Sul e CPFL Paulista, “o estudo e trabalho da Agência contribuíram para amenizar os efeitos da forte pressão tarifária deste ano. Entre as medidas que mitigam as tarifas destacam-se a reversão da conta-covid e o reperfilamento do pagamento da RBSE pelas transmissoras”.

Para o diretor Sandoval Feitosa, relator do reajuste da Energisa Mato Grosso, “as medidas tomadas pela Agência são pautadas pela legalidade e pelo extremo rigor técnico regulatório. A Aneel está sensível à gravidade dos efeitos da pandemia da Covid-19 tanto para o consumidor final quanto para a necessária manutenção do equilíbrio econômico da concessão”.

“Realizamos a gestão das tarifas, com ações que serão capazes de atenuar os impactos tarifários que seriam sentidos pelos consumidores em 2021, mas sem comprometer o equilíbrio econômico das empresas dos segmentos de geração, transmissão e distribuição. Esse trabalho foi debatido com o Ministério de Minas e Energia e com todo o setor de maneira transparente e pelo bem do setor”, disse o diretor-geral da Aneel, André Pepitone.

Fonte: Diário de Cuiabá

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