Golpistas criam site falso da Caixa Econômica Federal para roubar dados

Um novo golpe na praça acende o alerta para a possibilidade de roubos de dados pessoais. Golpistas telefonam para o celular da vítima alegando que tiveram acesso à conta do cliente na Caixa Econômica Federal, onde encontraram problemas e que seria necessário bloquear a conta para evitar prejuízos.

Os fraudatários então indicam no telefonema que o cliente deve acessar o site cef.gerenciadoraplicativo.com, um endereço que simula a plataforma oficial da Caixa Econômica Federal (que é www.caixa.gov.br), mas que não se trata do endereço oficial do banco.

Apesar das semelhanças com o site oficial da Caixa, o endereço fornecido pelos golpistas busca apenas roubar os dados dos clientes para usá-los de forma indevida. Thiago Pereira, administrador de redes na Dr. Guedes, que fornece consultoria e prestação de serviços de informática, alerta para a falsa formalidade presente no tom dos fraudatários por meio dos telefonemas. “A linguagem muito formal e educados, tentando sempre criar um imediatismo na pessoa de realizar o procedimento com eles e evitar problema futuros. Neste medo a pessoa se esquece que é um golpe é cai”, alerta Thiago.

Em um caso percebido pelo advogado, os golpistas realizaram ligação utilizando números nacionais, como por exemplo “4004 XXXX”, para confundir ainda mais o cliente, que acredita ser um número oficial da Caixa. Na tentativa de golpe, os fraudatários chegam a informar o CPF do cliente, o que pode levar a pessoa a acreditar que se trata de uma ligação do próprio banco, no entanto, o número do documento tem sido cada vez mais público. “Infelizmente este tipo de informação não é mais privada. A LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais) veio para regulamentar a restrição de informações pessoais, mas as pessoas tem que ter a ciências que este tipo de dado pode ser obtido de formas lícitas ou ilícitas muitas vezes”, sinaliza Thiago Pereira.

Por isso, é importante não reagir de forma imediata a essas ligações e não preencher formulários em sites de procedência duvidosa. Em caso de desconfiança, desligue a ligação e busque pelos canais oficiais da Caixa Econômica Federal.

Fonte: DeFato
 

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