Ações de petrolíferas dos EUA disparam após intervenção militar de Trump na Venezuela

As ações de empresas petrolíferas dos Estados Unidos registraram forte alta no pré-mercado desta segunda-feira (5) após declarações do presidente Donald Trump indicando que os EUA pretendem “administrar” a Venezuela depois da captura de Nicolás Maduro no fim de semana.
O movimento foi puxado pela Chevron, única grande petrolífera norte-americana que mantém operações no país sob autorização especial do governo dos EUA. Os papéis da companhia chegaram a avançar até 10% nas negociações iniciais. Também houve valorização das ações da ConocoPhillips e da Exxon Mobil, refletindo a expectativa do mercado sobre possíveis mudanças no cenário energético venezuelano.
Expectativa sobre acesso às maiores reservas do mundo
Entre as empresas do setor, a Chevron é considerada a mais bem posicionada para se beneficiar rapidamente de um eventual maior controle norte-americano sobre a indústria petrolífera venezuelana. A companhia permaneceu no país mesmo após a nacionalização de ativos estrangeiros no início dos anos 2000, mantendo presença operacional contínua.
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Já a ConocoPhillips tem a receber mais de US$ 8 bilhões do governo venezuelano, conforme decisões de arbitragens internacionais relacionadas à expropriação de seus ativos. No caso da Exxon Mobil, os créditos reconhecidos giram em torno de US$ 1 bilhão, também decorrentes de processos arbitrais.
Cautela das empresas e dúvidas do mercado
Apesar do otimismo refletido nas ações, analistas avaliam que ainda há muitas incertezas sobre o interesse das grandes petrolíferas globais em realizar aportes expressivos de capital em um país que pode ser administrado por um governo de transição apoiado pelos Estados Unidos. A ausência de um marco legal e fiscal consolidado é vista como um fator de risco relevante.
A ConocoPhillips afirmou que considera prematuro especular sobre futuras atividades na Venezuela, embora tenha recebido, em 2024, licenças que a colocam em posição mais favorável para tentar recuperar parte das perdas acumuladas no passado.
A Exxon Mobil, por sua vez, também adotou um discurso cauteloso, lembrando que seus ativos já foram expropriados anteriormente, o que pesa na avaliação de novos investimentos.
Infraestrutura é gargalo para retomada da produção
No caso da Chevron, as operações seguem normalmente, com exportações de petróleo mantidas mesmo após o início de um bloqueio marítimo parcial imposto pelos Estados Unidos. Ainda assim, especialistas destacam que a recuperação plena da produção venezuelana não será imediata.
A avaliação é de que serão necessários anos de investimentos para reconstruir a infraestrutura crítica do setor e permitir que o petróleo volte a fluir em maior escala. Atualmente, a Venezuela responde por menos de 1% da oferta global, apesar de concentrar as maiores reservas de petróleo do mundo.
O cenário segue no radar dos mercados globais, que acompanham de perto os desdobramentos políticos e seus possíveis impactos sobre o setor energético internacional.
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