Ações de petrolíferas dos EUA disparam após intervenção militar de Trump na Venezuela

Ações de petrolíferas dos EUA disparam após intervenção militar de Trump na Venezuela
Donald Trump em coletiva de imprensa sobre ação militar na Venezuela
Foto: Reprodução/Youtube

As ações de empresas petrolíferas dos Estados Unidos registraram forte alta no pré-mercado desta segunda-feira (5) após declarações do presidente Donald Trump indicando que os EUA pretendem “administrar” a Venezuela depois da captura de Nicolás Maduro no fim de semana.

O movimento foi puxado pela Chevron, única grande petrolífera norte-americana que mantém operações no país sob autorização especial do governo dos EUA. Os papéis da companhia chegaram a avançar até 10% nas negociações iniciais. Também houve valorização das ações da ConocoPhillips e da Exxon Mobil, refletindo a expectativa do mercado sobre possíveis mudanças no cenário energético venezuelano.

Expectativa sobre acesso às maiores reservas do mundo

Entre as empresas do setor, a Chevron é considerada a mais bem posicionada para se beneficiar rapidamente de um eventual maior controle norte-americano sobre a indústria petrolífera venezuelana. A companhia permaneceu no país mesmo após a nacionalização de ativos estrangeiros no início dos anos 2000, mantendo presença operacional contínua.

Já a ConocoPhillips tem a receber mais de US$ 8 bilhões do governo venezuelano, conforme decisões de arbitragens internacionais relacionadas à expropriação de seus ativos. No caso da Exxon Mobil, os créditos reconhecidos giram em torno de US$ 1 bilhão, também decorrentes de processos arbitrais.

Cautela das empresas e dúvidas do mercado

Apesar do otimismo refletido nas ações, analistas avaliam que ainda há muitas incertezas sobre o interesse das grandes petrolíferas globais em realizar aportes expressivos de capital em um país que pode ser administrado por um governo de transição apoiado pelos Estados Unidos. A ausência de um marco legal e fiscal consolidado é vista como um fator de risco relevante.

A ConocoPhillips afirmou que considera prematuro especular sobre futuras atividades na Venezuela, embora tenha recebido, em 2024, licenças que a colocam em posição mais favorável para tentar recuperar parte das perdas acumuladas no passado.

A Exxon Mobil, por sua vez, também adotou um discurso cauteloso, lembrando que seus ativos já foram expropriados anteriormente, o que pesa na avaliação de novos investimentos.

Infraestrutura é gargalo para retomada da produção

No caso da Chevron, as operações seguem normalmente, com exportações de petróleo mantidas mesmo após o início de um bloqueio marítimo parcial imposto pelos Estados Unidos. Ainda assim, especialistas destacam que a recuperação plena da produção venezuelana não será imediata.

A avaliação é de que serão necessários anos de investimentos para reconstruir a infraestrutura crítica do setor e permitir que o petróleo volte a fluir em maior escala. Atualmente, a Venezuela responde por menos de 1% da oferta global, apesar de concentrar as maiores reservas de petróleo do mundo.

O cenário segue no radar dos mercados globais, que acompanham de perto os desdobramentos políticos e seus possíveis impactos sobre o setor energético internacional.

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Fonte: https://www.canalrural.com.br/internacional/acoes-de-petroliferas-dos-eua-disparam-apos-intervencao-militar-de-trump-na-venezuela/

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